NOME: Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas – edição 2021

PREMISSA: As doenças tropicais negligenciadas, como hanseníase, doença de Chagas, leishmanioses, filariose linfática e esquistossomose, continuam sendo algumas das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Estas enfermidades incapacitam ou matam milhões de pessoas, o que representa uma grande lacuna na atenção à saúde diante do baixo investimento em ciência, tecnologia e inovação para enfrentá-las. Nesse contexto, a mobilização de lideranças é uma estratégia importante, sobretudo pela relevância desses atores na defesa dos seus direitos e na constituição de redes de suporte para superar desafios na busca por redução das desigualdades e acesso integral às ações e serviços de saúde.

 

BREVE HISTÓRICO: O Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas foi constituído em 2016 como uma atividade que antecedeu o Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical na cidade de Maceió/AL.  Com ampla articulação democrática, o encontro tem reunido movimentos e organizações sociais, associações de pessoas acometidas por doenças tropicais negligenciadas, universidades, fundações e institutos de pesquisa, estudantes, profissionais de saúde e cidadãos apoiadores. Em cinco anos de existência, tem atuado como espaço de representação, apoio, aprendizado, empoderamento, articulação e visibilidade com foco na luta pela defesa dos direitos das pessoas e comunidades afetadas e/ou vivendo com doenças infecciosas e negligenciadas.

 

PROPOSTA:  O Fórum busca defender e reivindicar a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma universal, integral, igualitária e gratuita na política nacional de saúde, bem como defender e reivindicar outras políticas públicas que contemplem de forma intersetorial a saúde e inclua as dimensões necessárias de desenvolvimento inclusivo, social e humano para o enfrentamento efetivo das doenças negligenciadas e infecciosas. Assim, envolve lideranças e representações de pessoas acometidas com atuação voltada para doenças como hanseníase, doença de Chagas, leishmaniose, hepatites, filariose e esquistossomose, além de gestores e profissionais de saúde que participam do evento.

 

OBJETIVOS: Compreendendo o papel central dos movimentos na conquista de direitos e nas lutas contra a exclusão e a desigualdade no Brasil, o objetivo é fortalecer a mobilização de lideranças, movimentos sociais, pesquisadores e organizações internacionais e nacionais para enfrentamento das doenças infecciosas e negligenciadas, defendendo o acesso aos direitos sociais e à saúde.

 

SÍNTESE DO MÉTODO: O Fórum constitui um espaço de coletividade e articulação. Assim, para seu foco de atuação, tem como perspectivas: estimular, articular e reivindicar a promoção de ações governamentais e não-governamentais que ampliem a visibilidade da situação epidemiológica de doenças infecciosas e negligenciadas tanto em relação à sua distribuição quanto aos seus determinantes sociais; fomentar debates sobre o acesso à medicamentos essenciais para doenças infecciosas e negligenciadas; articular e estimular campanhas de informação e comunicação sobre essas doenças; atuar em meios de comunicação e nas mídias sociais para ampliar o alcance da temática; além de defender e reivindicar os direitos sociais e à saúde de pessoas acometidas por doenças infecciosas e negligenciadas. A partir da segunda edição do Fórum, os participantes passaram a produzir um documento final para expressar os desejos coletivos e as pautas em defesa do SUS e do fortalecimento de ações para enfrentar as doenças tropicais negligenciadas.

PARCEIROS: A NHR Brasil é uma das organizações à frente do Fórum, contando também com a articulação da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidades Aliadas por Medicamentos Essenciais (UAEM), Médicos sem Fronteiras (MSF), Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), e Fiocruz.